d04 – manhã

____já na caminhada da manhã senti uma leveza e sabia que as coisas seriam diferentes de ontem. sem crises de espaço e saudades braba. o céu está um pouco nublado, mas o sol apareceu algumas vezes. me fez pensar como foi bom ter aproveitado plenamente o céu aberto dos outros dias. se fechar ou chover nos próximos, já tive o sabor de aproveitar inteiramente o cantinho da meditação. apareceram vários turistas, normal para finais de semana. música alta, drone e muitas poses para fotos. quando começaram a chegar perto, olhei para o mar e ví golfinhos. bom sinal, boa troca. e justo hoje que não levei camera… é, justo hoje. voltei um pouco mais cedo, cá escrevo e logo soneca.

a cidade pode ser boa

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____nosso tempo é de consumo imediato, então escrevo enquanto as coisas ainda estão frescas… eu cansado e sujo do dia.
____acordar cedo num domingo não é costume, mas como veio um chamado de marina, assim o fiz. e que bom. a ideia era: tem trilha, uma vivência (?) e depois jam, no horto florestal. anima? anima. nunca fui lá, faz tempo que não caminho entre árvores e jam é meditação/celebração com outros. tinha a possibilidade do coração talvez sentir um pouco nessas condições, mas quem não sente, não vive. fui.
____o coração sentiu, o sol brilhou, o corpo movimentou. reconheci amizades e tivemos a oportunidade de criar outras.
____que dia… daqueles que a única aceitável e compreensível reclamação é: poderia ser mais. a parte boa é que tento não reclamar das coisas (utilizo delas apenas como efeito literário!) e certamente viví inteiro e íntegro enquanto tudo aconteceu.
____não se pode pedir mais, não se pode oferecer mais.

____a cidade pode ser boa… em dias como este.

mãeana e jacy

____ que prazer provar das coisas novas e inesperadas…

____ sem saber o que esperava, fui ao show da banda mãeana aqui no sesc belenzinho. O chamado veio de Angela, fazia bastante tempo que não saíamos. A caminhada até lá foi uma das mais gostosas — e olha que faço esse caminho quase que diariamente. Acho que era o ar de verão e o mar de emoções da semana anterior. No caminho, ao chão, encontrei flores e as carreguei comigo. Para ser totalemente sincero: a rosa encontrei no pé e a tirei do caule. Já aprendi que esse pequeno incômodo de tirar flores de seus lugares naturais é o que se paga pelo valor desses presentes vivos. Tirei uma foto.

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____ Caminhando mais um pouco, ví a nossa amiga lua. Quase cheia, brilhante mesmo de dia e com o céu limpo e azulado, fazia um ótimo contraste. Foto de lua (e de coisas simples e naturalmente belas) nunca faz jus ao que é, mas veio o impulso:

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____ Encontrei Angela e fomos no terraço tomar um cafézin. Lá embaixo, na piscina aberta, ia começar uma sessão de cinema para se assistir deitado e relaxado em bóias! Ah, que gostoso… mas o sesc não me quer como participante e eu não quero quem não me quer.
____ O final de tarde lá do terraço é um presente em sp, recomendo a qualquer um.

____ Não sabia quem ou o quê era essa tal banda.
____ Assim que o palco foi aberto, já animou. Cores e coisas por toda a volta. Diversos estandartes com… desenhadas bucetas? Era isso mesmo? Era isso mesmo. Tinha até cabeça de et no centro do palco.

____ A banda entrou. Um sereio entrou. Uma linda mulher com um barrigão de uns oito meses entrou. Que bela imagem, palco completo, vivo. A música começou e a noite que já tava boa só continuava a melhorar.
Sobre a música, só posso recomendar aos outros escutar e experimentar um show…

____ Para extender um pouquinho a noite, fomos ao barzinho-brechó ali na frente. Na conversa claramente decidimos que a única coisa não tão boa de toda a noite foi a obrigação de assistir ao show sentados… que noite.

____ No dia seguinte veio o chamado da Malu. Assistir uma peça ali no sesc pinheiros. Meu deus, como essa instituição tá presente na vida desses últimos dias. Justo essa, que não me quer como eu a quero — condição normal de todo sofredor romântico, minha não, é claro.

____ A única coisa que sabia era o nome da peça, Jacy e que eram do Rio Grande do Norte. Tava dentro fácil fácil. Malu atrasou e por pouco quase fui embora…

____ A peça muito boa, agradável de assistir, além de informar sobre várias loucuras da vida. Cheia de efeitos, camera, microfones, usados na medida certa, a história toda amarradinha, sempre lá em cima. Ahh, e aquele sotaque… como é bom escutar a grandeza da língua, de lugares tão distantes mas tão próximos.

____
Um dos prazeres da peça foi descobrir que Jacy é lua em tupi. E eu lá fora, em noite de lua cheia… teve uma época da vida, mais jovem é claro, que eu queria sair só quando a lua chamava. Auuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu…..