o final dessa scooter trip

____ Estou em SP.
____ Cheguei de scooter, então é o fechamento semi-oficial dessa viagem. Ainda estou a fechar o ciclo de Arraial, pois logo voltarei para buscar algumas coisinhas, mas a sensação de mudança já é bem clara. Com as transformações, é necessário adaptação ao novo presente. Me sinto pronto e aberto, antes chamava batalha a vida em São Paulo, hoje penso mais como uma gostosa despedida. Será um prazer, ao menos de minha parte, dividir mais uma temporada nessa metrópolis. Não me sinto bem-vindo, mas me sinto bem.

____ O caminho de volta de Arraial a SP tomou sete dias, parei em Paraty, Ubatuba e Caraguatatuba. A estrada Rio-Santos é demais de scooter. Já a tinha feito em 2013 e quem sabe lá pra 2017 passo de novo.
____ Peguei dengue em alguma dessas cidades, todas os dias fui picado então sem culpa ao lugar, nem mesmo ao pequeno e infernal bichinho. Só bateu febre e dor no corpo em Caraguá, mas lá fui bem cuidado, com direito a sucos gostosos e sopinhas melhores ainda.
____ No dia em que cheguei em Ubatuba, a vida trouxe à frente todas as pessoas que gostaria de encontrar… encontros assim, na rua, sem querer, em diferentes momentos. Loucuras da vida. Fechamento de ciclos.

transições

Não sei bem em qual pé está a tal viagem de scooter. Escrevo de São Paulo, a moto está em Arraial do Cabo. Em setembro retornarei pra lá, minha nova moradia por uma temporada…

Depois de sair do Rio, fui a Cabo Frio e Arraial do Cabo, uma semana cada. Em SP ficarei quase duas semanas. Esses últimos dias estão de reencontros com pessoas queridas. Faltam algumas, mas faz parte da vida.  Já vejo a cidade com um olhar de fora…

Por enquanto, é isso!

A partir de setembro começo a escrever com regularidade… se tudo der certo, é claro!

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cidade Rio

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____ Hoje completa quatro semanas que a esta viagem começou. Hoje volto para São Paulo. Escrevo de Arraial do Cabo, cidadezinha que a partir de setembro será minha temporária residência. O tal chamado para ficar parado…
____ …mas vamos por partes…

____ Vou tentar resumir o máximo possível, não apenas para quem lê, mas porque quem escreve possui uma certa preguiça. Saí de Paraty em direção ao Rio de Janeiro. A faísca inicial dessa viagem era encontrar Ivo, amigo alemão que estava passando uma temporada com a namorada no Rio e logo ia embora. Já no primeiro dia o encontrei e me contou uma grande e bela novidade… Está com casamento marcado e aguardam uma pequena. Conheci Clarissa no dia seguinte, belo belo casal.

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Me abriram sua casa e acabei ficando mais dias na cidade. E para manter a minha pequena tradição de comer sanduíche de filé com abacaxi sempre que vou ao Rio, os levei para experimentar essa maluquice…

150701a_cervantes
____ Uma história que vale a pena escrever… Em Ubatuba, comprei um par de brincos de cerâmica, trabalho da Carolina (onde fiquei hospedado), ainda sem um destino certo. Depois de sair com Ivo e Clarissa, abri a mochila e ví os brincos. Sabia exatamente para quem tinha comparado… nova mama Clarissa :) Eram para ela.

____ Aproveitei para encontrar Umberto, mestre cinematográfico, e Maria, que na época que comecei a trabalhar era sua assistente. Aprendi e vivi muitas coisas com os dois, de cinema e da vida. 150702_montagem____ Agora coloco algumas imagens da cidade porque a preguiça para escrita és grande.

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____ Saí do Rio dia 07 de julho, em direção a Cabo Frio…

#3 – paraty…

____ Dia 6 – Trindade <> Paraty

____ De Trindade a Paraty são poucos quilômetros. Aproveitei para ir a praia do centro de Trindade, vazia…

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____ Na estrada, passei por um sinal da cachaçaria Coqueiro… rah! “Paraty tá tão perto, por que não?!”

onde faz a marvada…

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PARATY

____ Cheguei em Paraty, fui direto para a praia do Jabaquara. Nunca tinha ficado por lá e sabia que tinha alguns campings. Armei a barraca e fui para o centrinho, caminhar, relembrar o ambiente… a cidade dos encontros malucos…

camping, praia do jabaquara

150628c_cafezincafezin da tarde…

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O chamado para ficar parado.

____ A tarde, parei em um ateliê de aquarelas e comecei a conversar com a moça que atendia, uma das artistas do espaço. Conversamos sobre o trabalho, sobre a cidade, de onde éramos… disse da minha vontade de sair da caótica são paulo, quem sabe ficar ali mesmo em paraty. Ela disse que tá meio caro, mas dá para achar coisa boa. Caro quanto? r$600~r$800… isso para quem tá na capital paulista, tá bem dos ok. Foi plantada uma pequena sementinha…
____ Eu pretendo fazer uma viagem mais longa daqui alguns meses, mas a ideia de me estabelecer temporariamente em algum lugar antes realmente me fascina. Eu tenho alguns trabalhos pendentes e ficar parado parece necessário.
____ E se não em Paraty…
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____ … quem sabe em Ouro Preto?!
____
____ … aiai.

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150628d_lua

lua quase quase cheia…

____ Mais tarde fui encontrar a Rou… não nos viámos desde 2010! Aiai. Paulistana, também esgotada com a cidade e em agosto partirá com o namorado para o velho continente. Mais uma pessoa que de São Paulo sai…
____ Encontramos alguns colegas dela, jantamos, conversamos e… tiramos fotos! Eitcha!

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____ Dia 7 >> Paraty <<

____ Seguindo o tal chamado para ficar parado, fui com a motinho a bairros onde poderia encontrar algum lugar para alugar: Ponte Branca, Corisco e outros. Em Ponte Branca achei uma casinha linda, as margens de um rio, toda de barro, fogão a lenha… ahhh, não sei se para a vida, mas por uma temporada é o local perfeito. Andei diversos quilômetros e finalmente compreendi que aquela busca não o melhor a se fazer. Ao menos não daquela maneira.
____ Voltei ao Jabaquara, caminhei, caminhei, dei aquela dormidinha na praia.
____ A noite fui jantar no Thai Paraty, lugar que agora é tradição minha na cidade. Antes, enquanto caminhava pelo pier, entre o centro histórico e a praia do pontal, encontrei a Rou. Ah despedidas… é uma arte. E talvez porque ela irá viajar, a coisa cresce um pouco. Vai entender.
____ Depois da janta, comprei duas cervejinhas e fui para as pedras no pier admirar a lua, faltando uma ou duas noites para ficar completamente cheia. Tava tão enorme que fazia sombra. ahhh a lua. E depois ainda encontro Rou de novo, no mesmo lugar onde tiramos as fotinhos da noite anterior…

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____ Dia 8 | Paraty <-> Rio de Janeiro

____ Passei no mercado e comprei o típico café da manhã desta viagem… Iogurte com granola. Saí cedo e fui em direção ao Rio, cerca de 250 km de distância, que de scooter…….

____ Mas agora (dia 11 ou 12) eu vou para Santa Teresa, ver a cidade, ir no cine, caminhar… parar de tentar escrever – musa que não tenho familiaridade ou intimidade – vou viver a vida! Chega por hoje.

Ubatuba e depois…

15.06.23

DIA 03 – a segunda parte do dia

____ Choveu… Mas eu fui.

____ Do momento que escreví o primeiro post, a chuva ia e voltava com força. Deixei as coisas preparadas e na próxima diminuída, fui para o centro. Da Sununga ao centro de Ubatuba são alguns 15 kilômetros. Mas de scooter…

____ E aí em Ubatuba fui encontrar o Fernando. Precisava dar um tempo até o final da tarde, quando ia para a casa da segunda pessoa que me aceitou hospedar via CouchSurfing. Tomamos alguns cafés e deu que a host avisou que ia atrasar. Melhor caso possível, assim deu tempo para visitar o grupo de meditação que Baca frequenta todas as quartas. Foi a primeira vez que tentei meditar com mantras, coisa meio difícil, mas as pessoas e o ambiente trouxeram uma ótima energia. Que boa surpresa…

____ Fui para a casa da Carolina, segundo lugar que dormi na viagem, segundo lugar via CouchSurfing. Cheguei um pouco um pouco tarde, por volta das 22h, mas deu que ficamos trocando boas conversas. No dia seguinte…

DIA 04 – Tamar + Melancolia

____ Chovia levemente, aproveitei para visitar o projeto Tamar, onde Baca trabalha.

15.06.25 em tamar

____ Gostei de conhecer um pouco mais desse projeto, o trabalho é importante e bonito. Baca trabalha atendendo os chamados dos pescadores quando alguma tartaruga fica presa em suas redes, além de ser guia para as visitas de amigos antigos.

15.06.25 tamar 2

____ Fomos depois ao cais antigo da cidade ver algumas tartarugas no mar… naquela hora não tinham muitas. Voltei lá a tarde e ví várias. Uhuu.

15.06.25 velho cais de ubatuba 15.06.25 cais 2

____ Só tinha uma boa definição para a tarde: melancólica. Depois de caminhar, dormir a beiramar, visitar o cais novamente, tinha algumas horas até Carol voltar a sua casa. Caminhei mais um pouco, senti o vento passar e num desses momentos andarilhos, Carol passou em direção para sua casa.

15.06.25 melancolia

____ Ela mais tarde ia para o forró da cidade. Ficamos algum tempo conversando, escutando músicas. Ela é mãe de um garoto de 4 anos que estava passando a semana com a avó em São Paulo. Além de ser mãe, é ceramista e artista plástica. Na foto tem desenhos dela e mais abaixo uma peça fofa. Está abrindo sua casa para viajantes pois por enquanto não pode viajar, então se Maomé não vai às montanhas… eu vou até lá.

 15.06.26 uma escultura da carol

DIA 05 – o chamado para Trindade

15.06.26 placa_rio

____ O plano era de Ubatuba parar em Paraty, mas a vida muda…

____ Dani da Mi, Daniel do camping em Sununga e Baca, todos citaram ou sugeriram Trindade. Eu nunca tinha ido e quando me preparava para sair de Ubatuba estava claro: vou pra Trindade.

____ No caminho, uma ótima surpresa. Casa da Farinha. Baca tinha me falado do local, nas redondezas que foi Quilombo e ainda hoje funcionava uma máquina a roda d’água para fazer farinha de mandioca, cuidada por uma cooperativa de moradores da região. Passei na estrada e após alguns metros, parei no acostamento e refleti… “Não disperdice oportunidades.” Retornei e fui lá.

15.06.26 casa da farinha

____ Assim que cheguei fui recebido abertamente por seu Zé Pedro, figura já histórica, 86 anos, neto direto de escravos. A história parece tão longe, mas é tão recente… Ele me disse que tem onze filhos, cinquenta netos, doze bisnetos e um tataraneto, e que mesmo dentro da família, é difícil preservar a importância dessa história… Queria lever um pouco da farinha que fazem lá, mas só tem de 1kg. O que é que eu vou fazer com um quilo de farinha na motinho?!

____ Ahh Trindade. Que estradinha ótima para chegar. No final ainda tem uma leve surpresa, ainda mais de biz…

15.06.26 chegando em trindade

____ Ontem a praia estava quase deserta, gostei bastante. Estacionei a motinho em uma ruazinha e fui à caça de lugar para ficar. Visitei vários de super pousadas a quartinhos em lado de construções, com preço de 200r$ a diária até 40r$. Camping não compensa muito por aqui, sendo o mais barato 25r$ e os preços de albergues é 35r$. Estou num bem gostoso e porque a cidade está vazia, tá tudo lindo.

15.06.26 ahhh praia 15.06.27 trindade_praia_do_meio

____ E amanhã… saio em direção a Paraty, cidade dos encontros malucos. Gostaria de passar mais de uma noite lá, mas a flip está chegando e quero tranquilidade… vai saber…

scooter trip 2015: a primeira dessa viagem

____ Estou ilhado! Não planejava escrever tão cedo, mas chove sem parar…

____ despedidas…
____ Nos últimos dias em SP, consegui encontrar pessoas importantes e queridas. Faltaram algumas, mas faz parte. É bom carregar a energia e compartilhar alguns bons momentos antes de sair. Faz bem para a saúde! Talvez de propósito, como a maioria das boas memórias, não há outro registro além das nossas memórias e sorrisos…

dia 01 // SP PRAIA DA SUNUNGA // 22/06/2015 150622_primeira_estradaprimeira fotinho na estrada.

____ Fazia tempo que não pegava longa distância com a scooter. O caminho foi tranquilo, saí segunda para não ter muito trânsito e foi ótimo. Peguei Imigrantes e Rio-Santos. O trecho entre Maresias e São Sebastião é o mais gostoso para se fazer, as vistas são ótimas e a estrada cheia de curvas bem das boas!
____ Depois de algumas horinhas e três paradas para abastecer, afinal na scooter cabe apenas 2,5~3L, cheguei na praia da Sununga:

150622_primeira_vista_praiaahhhhhhh

____ Dei sorte! Via CouchSurfing encontrei Daniel, que abriu seu camping para eu ficar. Acabei passando a primeira noite sozinho, quer dizer, até meia-noite, quando chegou um grupo cheio de gente e com muita vontade de falar. Foi uma interessante experiência ficar algum tempo num camping e praia completamente vazios…

dia 02 // UBATUBA: praias

150623_barraca_sunungaprimeira estadia: Sununga Kamp Bar

150623_primeira_vista_barracaa vista da barraca

150623_scooter+sunungaa scooter e a praia da sununga

____ Saí cedo e fui para Itaguá, centro de Ubatuba, para encontrar o Baca, amigo desde muito. Ele é um daqueles que saiu de SP e parece não querer voltar mais. Formado em biologia, fez estágio e agora é contratado do projeto Tamar. Ia lá hoje, mas essa chuva…
____ Encontrei ele e fomos os dois de scooter até a praia do Cedro. Eu normalmente não levo garupa, mas resolvi tentar… que estradinha braba até a praia… ainda bem que é trecho curto. A motinho é porreta, deu tudo certo! Depois fomos até a praia Vermelha, tomamos um tal suco de Juçara, prima-pobre/fraca do açaí, gostei! O lugar tava cheio de gatinhos, “da gata da vizinha, quer levar um?”
____ O Baca tirou fotos com a camera dele. Quando receber, coloco aqui…

150623_gatinho_e_suco

dia 03 // hoje!

150624_oh_chuvachoooove sem parar! la la la la laa laaaaaa

dica aos preguiçosos:
mesmo se madrugada e a chuva começar, siga a intuição para checar se os sapatos estão mesmo em área coberta e onde não há respingo de água e areia. senão…
150624_sapatos– – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – –

____ Acabei de escrever isso aqui e para ser bem bem sincero, não sei se continuarei… Espero que não chova tanto assim nos próximos dias!