#3 – paraty…

____ Dia 6 – Trindade <> Paraty

____ De Trindade a Paraty são poucos quilômetros. Aproveitei para ir a praia do centro de Trindade, vazia…

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____ Na estrada, passei por um sinal da cachaçaria Coqueiro… rah! “Paraty tá tão perto, por que não?!”

onde faz a marvada…

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PARATY

____ Cheguei em Paraty, fui direto para a praia do Jabaquara. Nunca tinha ficado por lá e sabia que tinha alguns campings. Armei a barraca e fui para o centrinho, caminhar, relembrar o ambiente… a cidade dos encontros malucos…

camping, praia do jabaquara

150628c_cafezincafezin da tarde…

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O chamado para ficar parado.

____ A tarde, parei em um ateliê de aquarelas e comecei a conversar com a moça que atendia, uma das artistas do espaço. Conversamos sobre o trabalho, sobre a cidade, de onde éramos… disse da minha vontade de sair da caótica são paulo, quem sabe ficar ali mesmo em paraty. Ela disse que tá meio caro, mas dá para achar coisa boa. Caro quanto? r$600~r$800… isso para quem tá na capital paulista, tá bem dos ok. Foi plantada uma pequena sementinha…
____ Eu pretendo fazer uma viagem mais longa daqui alguns meses, mas a ideia de me estabelecer temporariamente em algum lugar antes realmente me fascina. Eu tenho alguns trabalhos pendentes e ficar parado parece necessário.
____ E se não em Paraty…
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____ … quem sabe em Ouro Preto?!
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____ … aiai.

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150628d_lua

lua quase quase cheia…

____ Mais tarde fui encontrar a Rou… não nos viámos desde 2010! Aiai. Paulistana, também esgotada com a cidade e em agosto partirá com o namorado para o velho continente. Mais uma pessoa que de São Paulo sai…
____ Encontramos alguns colegas dela, jantamos, conversamos e… tiramos fotos! Eitcha!

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____ Dia 7 >> Paraty <<

____ Seguindo o tal chamado para ficar parado, fui com a motinho a bairros onde poderia encontrar algum lugar para alugar: Ponte Branca, Corisco e outros. Em Ponte Branca achei uma casinha linda, as margens de um rio, toda de barro, fogão a lenha… ahhh, não sei se para a vida, mas por uma temporada é o local perfeito. Andei diversos quilômetros e finalmente compreendi que aquela busca não o melhor a se fazer. Ao menos não daquela maneira.
____ Voltei ao Jabaquara, caminhei, caminhei, dei aquela dormidinha na praia.
____ A noite fui jantar no Thai Paraty, lugar que agora é tradição minha na cidade. Antes, enquanto caminhava pelo pier, entre o centro histórico e a praia do pontal, encontrei a Rou. Ah despedidas… é uma arte. E talvez porque ela irá viajar, a coisa cresce um pouco. Vai entender.
____ Depois da janta, comprei duas cervejinhas e fui para as pedras no pier admirar a lua, faltando uma ou duas noites para ficar completamente cheia. Tava tão enorme que fazia sombra. ahhh a lua. E depois ainda encontro Rou de novo, no mesmo lugar onde tiramos as fotinhos da noite anterior…

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____ Dia 8 | Paraty <-> Rio de Janeiro

____ Passei no mercado e comprei o típico café da manhã desta viagem… Iogurte com granola. Saí cedo e fui em direção ao Rio, cerca de 250 km de distância, que de scooter…….

____ Mas agora (dia 11 ou 12) eu vou para Santa Teresa, ver a cidade, ir no cine, caminhar… parar de tentar escrever – musa que não tenho familiaridade ou intimidade – vou viver a vida! Chega por hoje.

Ubatuba e depois…

15.06.23

DIA 03 – a segunda parte do dia

____ Choveu… Mas eu fui.

____ Do momento que escreví o primeiro post, a chuva ia e voltava com força. Deixei as coisas preparadas e na próxima diminuída, fui para o centro. Da Sununga ao centro de Ubatuba são alguns 15 kilômetros. Mas de scooter…

____ E aí em Ubatuba fui encontrar o Fernando. Precisava dar um tempo até o final da tarde, quando ia para a casa da segunda pessoa que me aceitou hospedar via CouchSurfing. Tomamos alguns cafés e deu que a host avisou que ia atrasar. Melhor caso possível, assim deu tempo para visitar o grupo de meditação que Baca frequenta todas as quartas. Foi a primeira vez que tentei meditar com mantras, coisa meio difícil, mas as pessoas e o ambiente trouxeram uma ótima energia. Que boa surpresa…

____ Fui para a casa da Carolina, segundo lugar que dormi na viagem, segundo lugar via CouchSurfing. Cheguei um pouco um pouco tarde, por volta das 22h, mas deu que ficamos trocando boas conversas. No dia seguinte…

DIA 04 – Tamar + Melancolia

____ Chovia levemente, aproveitei para visitar o projeto Tamar, onde Baca trabalha.

15.06.25 em tamar

____ Gostei de conhecer um pouco mais desse projeto, o trabalho é importante e bonito. Baca trabalha atendendo os chamados dos pescadores quando alguma tartaruga fica presa em suas redes, além de ser guia para as visitas de amigos antigos.

15.06.25 tamar 2

____ Fomos depois ao cais antigo da cidade ver algumas tartarugas no mar… naquela hora não tinham muitas. Voltei lá a tarde e ví várias. Uhuu.

15.06.25 velho cais de ubatuba 15.06.25 cais 2

____ Só tinha uma boa definição para a tarde: melancólica. Depois de caminhar, dormir a beiramar, visitar o cais novamente, tinha algumas horas até Carol voltar a sua casa. Caminhei mais um pouco, senti o vento passar e num desses momentos andarilhos, Carol passou em direção para sua casa.

15.06.25 melancolia

____ Ela mais tarde ia para o forró da cidade. Ficamos algum tempo conversando, escutando músicas. Ela é mãe de um garoto de 4 anos que estava passando a semana com a avó em São Paulo. Além de ser mãe, é ceramista e artista plástica. Na foto tem desenhos dela e mais abaixo uma peça fofa. Está abrindo sua casa para viajantes pois por enquanto não pode viajar, então se Maomé não vai às montanhas… eu vou até lá.

 15.06.26 uma escultura da carol

DIA 05 – o chamado para Trindade

15.06.26 placa_rio

____ O plano era de Ubatuba parar em Paraty, mas a vida muda…

____ Dani da Mi, Daniel do camping em Sununga e Baca, todos citaram ou sugeriram Trindade. Eu nunca tinha ido e quando me preparava para sair de Ubatuba estava claro: vou pra Trindade.

____ No caminho, uma ótima surpresa. Casa da Farinha. Baca tinha me falado do local, nas redondezas que foi Quilombo e ainda hoje funcionava uma máquina a roda d’água para fazer farinha de mandioca, cuidada por uma cooperativa de moradores da região. Passei na estrada e após alguns metros, parei no acostamento e refleti… “Não disperdice oportunidades.” Retornei e fui lá.

15.06.26 casa da farinha

____ Assim que cheguei fui recebido abertamente por seu Zé Pedro, figura já histórica, 86 anos, neto direto de escravos. A história parece tão longe, mas é tão recente… Ele me disse que tem onze filhos, cinquenta netos, doze bisnetos e um tataraneto, e que mesmo dentro da família, é difícil preservar a importância dessa história… Queria lever um pouco da farinha que fazem lá, mas só tem de 1kg. O que é que eu vou fazer com um quilo de farinha na motinho?!

____ Ahh Trindade. Que estradinha ótima para chegar. No final ainda tem uma leve surpresa, ainda mais de biz…

15.06.26 chegando em trindade

____ Ontem a praia estava quase deserta, gostei bastante. Estacionei a motinho em uma ruazinha e fui à caça de lugar para ficar. Visitei vários de super pousadas a quartinhos em lado de construções, com preço de 200r$ a diária até 40r$. Camping não compensa muito por aqui, sendo o mais barato 25r$ e os preços de albergues é 35r$. Estou num bem gostoso e porque a cidade está vazia, tá tudo lindo.

15.06.26 ahhh praia 15.06.27 trindade_praia_do_meio

____ E amanhã… saio em direção a Paraty, cidade dos encontros malucos. Gostaria de passar mais de uma noite lá, mas a flip está chegando e quero tranquilidade… vai saber…